Ourense, 13 de Fevereiro de 2011
As V Jornadas de Agroecologia de Ourense mostram a consolidaçom dos projectos sociais, culturais e ecologistas que se levam a cabo na cidade de Ourense. A Esmorga, Amigos da Terra, Semente, Sem Um Cam e Verdegaia apresentam durante quase 20 dias de festa e reflexom colectiva, o trabalho realizado conjuntamente durante os últimos meses para que seja cada vez mais visível, para que cada ano tenham mais voz todos aquelas projectos alternativos centrados no compromisso com a justiça social e ecológica.
Mais um ano, as Jornadas de Agroecologia oferecem achegarmo-nos, se calhar um bocado mais ao mundo que todas desejamos como nosso: um mundo no actuemos de jeito activo contra um modelo de produçom agrícola e gadeiro intensivo e aberrante, potenciado por interesses económicos e comerciais insensíveis a qualquer consideraçom com a saúde pública, do bem-estar animal, de respecto ao meio natual e as culturas labregas.
A agroecologia frente à crise capitalista
Pensamos que a Agroecologia é umha ferramenta imprescindível nos momentos que estamos a viver. Diversas som as crises que se nos vêm enriba -económica, social, política, alimentária, ambiental, entre outras- todas elas causadas polo modelo depredador que constitui o capitalismo vigente, e cujas receitas mais agressivas (privatizaçom dos recursos, dos serviços e mesmo dos direitos, fim dos estado do Bem-estar, livre mercado global, especulaçom com os alimentos...) nos aprensentam, paradoxalmente, como única soluçom possível aos problemas que estas mesmas criam. Destes problemas que se criam nos diversos âmbitos falaremos durante as diversas activididades das jornadas e para além disso, tentaremos contrapôr as alternativas que a agroecologia apresenta tanto desde o âmbito da análise -teórico- como desde experiências práticas.
Faleremos de economia, de género, de transgénicos, gestom de recursos, consumo responsável, finanças éticas; conheceremos e visitaremos projectos agroecológicos, ou intercambiaremos sementes entre outras actividades.
Continuando o modelo de financiaçom das edições anteriores das jornadas, desde a organizaçom optomas por un evento autogestionário, que se sustenata através das aportações individuais nas diferentes actividades lúdicas que se organizam, além da colaboraçom artística de destacadas figuras culturais galegas. Este compromisso de autogestom constitui uma aporta pola independência e o afortalamento das redes sociais como vozeiro do cidadania.